Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

A prima

 

 

No ano passado, estava eu a estudar para exames de matemática, quando foi necessário fazer de babysiter para a minha prima de sete anos. Levei uma porrada de livros comigo, e no meio de tanto estudo veio a primocas ter comigo...


"Quem me dera ter a tua vida..." diz ela.

"Porquê?"

"És crescida, podes ir para onde quiseres, sair à noite, ir ao cinema."

"Pois, e tu ainda não podes..."

"O que é que estás a fazer?"

"Estou a estudar matemática."

 

Depois olhou para os meus logaritmos, gráficos, equações, derivadas, tudo o que a matemática tem de bom...


"Pensando bem, ainda bem que não tenho a tua vida...!"

 

 

 

Pois priminha linda... Ainda bem que cada um tem a sua própria vida, e não a dos outros... Por muito tentadora que seja, a nossa é sempre melhor...

E cada um tem de resolver os seus problemas à sua maneira, e não os dos outros. Os problemas dos outros podem parecer fáceis, mas sabe-se lá em que situação essas pessoas estão. E apesar de às vezes nos parecer impossível , nós conseguimos mesmo resolver os problemas da nossa vida... E antes fossem tão "simples" como um integral definido ou uma equação paramétrica...

 

Que saudades de ser pequenina...

 

 

sinto-me:
publicado por incompreendida às 22:13
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Não quero que tenham pena de mim

Não quero que ninguém sinta pena de mim por eu estar triste e melancólica. Por chorar todos os dias e andar com os olhos vermelhos. Por não conseguir ver um futuro. Não. Não quero.

 

Quero que sintam antes uma pontinha de inveja quando me virem feliz novamente. Tão feliz que não consiga disfarçar um sorriso. Tão tranquila que quando passar na rua todos pensem porque sorrio. Tão confiante que ande de cabeça erguida sem vergonha de nada. Nessa altura quero que todos pensem porque ando assim tão feliz. E que me ria tanto e pelas coisas mais disparatadas que consiga despertar essa inveja saudável de os outros também quererem estar assim felizes.

 

Ainda não estou... mas um dia ainda vão passar por mim na rua e pensar: "Quem me dera estar assim tão contente..."

sinto-me:
música: KT Tunstall - Suddenly I See
publicado por incompreendida às 20:08
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

How to save a life...

Estou triste... Desanimada, melancólica... Perdida... Chega a tocar a ténue linha entre a tristeza e o desespero... Como é que isto me aconteceu?... E porquê??? Onde é que eu estava que nem me apercebi como cheguei a este estado?

 

Quando sentimos que devíamos ser uma prioridade na vida de alguém, e nos apercebemos que estamos bem no fundo da lista... Quando esse alguém nos devia dar atenção, não inventar desculpas para não nos ver, onde tudo é mais importante do que nós... Nesse momento a nossa dor é maior que o mundo... Nesse momento qualquer faca que nos furasse o coração ia doer menos... Nem que um rochedo nos arrebatasse e nos partisse em mil bocados, ainda assim era bem mais simples encaixá-los outra vez do que reconstruir a nossa confiança ou o nosso coração que foi reduzido a pó... Nesse momento ninguém conhece a nossa dor que é imensa, sofremos sozinhos... E a solidão e o desespero tomam conta de nós por tempos que duram bem mais do que julgávamos suportar... A única pergunta que nos ocorre é "como foi possível...?". Como foi possível....? Não sei... Nem tão pouco sei quando terei o meu ser completo de novo. Quando vou conseguir parar de chorar e sorrir um pouco... Não sei...

 

As minhas expectativas são altas e o meu coração está partido...

 

 

The Fray - How to save a life...

 

Step one you say we need to talk
He walks you say sit down it's just a talk
He smiles politely back at you
You stare politely right on through
Some sort of window to your right
As he goes left and you stay right
Between the lines of fear and blame
You begin to wonder why you came

Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life

Let him know that you know best
Cause after all you do know best
Try to slip past his defense
Without granting innocence
Lay down a list of what is wrong
The things you've told him all along
And pray to God he hears you
And pray to God he hears you

Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life

As he begins to raise his voice
You lower yours and grant him one last choice
Drive until you lose the road
Or break with the ones you've followed
He will do one of two things
He will admit to everything
Or he'll say he's just not the same
And you'll begin to wonder why you came

Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life

Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
How to save a life
How to save a life


Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life

Where did I go wrong, I lost a friend
Somewhere along in the bitterness
And I would have stayed up with you all night
Had I known how to save a life
How to save a life

sinto-me:
publicado por incompreendida às 01:11
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Domingo, 4 de Janeiro de 2009

26 de Fevereiro de 2002, Terça-Feira

Sombra

 

Na sombra que o cansaço em mim demora

perpassam só memórias que no verso

se tornam alusão inconsciente.

 

Mas não esqueci teu corpo: que não se esquece

O que a memória não reteve nunca

Senão o vivo jeito de perder-se.

 

                                   Luís Filipe Castro Mendes

 

 

 

 

 

Hoje fui a uma psicóloga. Dói-me a cabeça agora. A psicóloga é do GAPE, na faculdade. Tinha de falar mais abertamente com alguém... Estava com medo e nervosa, e claro que ela notou isso, mas não importa... Falei sobre tudo com ela... Sobre o T., sobre a minha mãe, sobre o meu pai, sobre Aveiro... Chorei muito... ela levantou-se e foi ver se tinha lenços na carteira. Se fosse noutra altura eu achava piada à situação.. mas hoje só chorei... as minhas palavras eram mastigadas... não sei se fui muito coerente com o que disse, mas tentei...  nem sei se ela me entendeu, mas foi isso que eu fui procurar lá... alguém que me perceba e me ajude a perceber-me...

 

Falei muito sobre a minha infância... sobre o meu pai... o que eu sentia e sinto pelo meu pai... o que eu gostava que ele soubesse sobre mim e eu nunca lhe disse... Perguntou-me se eu nunca lhe tinha escrito uma carta, mesmo que não lhe enviasse...eu falei-lhe dos cadernos... diários... e disse que não me sentia muito melhor depois de escrever, continuava a pensar nos momentos em que ele fez falta e não estava... e que por mais que escrevesse ia continuar a sentir a falta dele em determinadas alturas e ele ia continuar a não estar presente... Ela perguntou-me se eu escrevesse realmente uma carta e a enviasse mesmo... eu respondi que não tinha coragem de a enviar; e se por acaso tivesse essa coragem, ia ficar envergonhada, e sem saber como enfrentar a situação...

 

Não comecei logo a falar do meu pai, comecei por falar de Aveiro... Disse que o ano passado tinha entrado na universidade, em Design, num curso que pensava que gostava... mas depois senti-me sozinha.... senti que não pertencia àquela turma em que estava, tinha saudades dos meus amigos do liceu... e desisti daquela faculdade... Fiquei deprimida até setembro... porque depois entrei no ISEP, e conheci o R... e então os meus dias ficaram melhores... sorri, ri, divertia-me com os meus colegas... e ele estava lá... E disse-lhe depois que ele tinha deixado de falar comigo... assim!... de um momento para o outro... e que eu fiquei angustiada... perdida... de repente tudo ficou escuro, como ela disse...

 

Durante uma hora e tal falei e chorei... a relação com a minha avó, o meu avô... Da maneira como me isolava e sentia sozinha...

 

Preciso de dormir... amanhã... amanhã...

publicado por incompreendida às 02:55
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O passado que ficou lá atrás

Hoje vou começar a "copiar" para aqui um diário que tive há muito tempo atrás. Não porque esteja com falta de imaginação para escrever coisas, estou apenas sem vontade...

 

Serve também para me ajudar a ultrapassar uma fase bastante má, que dura há mais tempo do que queria... (até um segundo seria tempo a mais...) Mostrar-me que... não é irremediável...

sinto-me:
publicado por incompreendida às 02:38
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.Mais sobre mim... ou não.

.Para encontrar o que está perdido... escreve em baixo.

 

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